Hoje falaremos sobre um assunto muito delicado. Um desses que faz você botar a mão na consciência, refletir sobre a existência e soltar aquela tosse seca de constrangimento. Já sabe do que estamos falando? Sim, isso mesmo: o manual de instruções. E quando ele vira um manual animado.
O elefante branco na gaveta
O Manual de Instruções é um velho conhecido. O “arroz de festa”. Aquele que, mesmo sem ser chamado, sempre está ali, junto do nosso celular ou video game novo, ou daquele eletrodoméstico que há tempos economizávamos para comprar.
O manual de instruções entra na sua vida sem ser convidado e ali permanece – esquecido numa gaveta qualquer, ou feito de bloco de notas improvisado quando não há nada melhor para anotar o número do protocolo da sua operadora durante uma calorosa discussão sobre o seu plano.
Assim como todo parasita, os manuais se proliferam e formam suas próprias colônias dentro de nossos lares e escritórios. É uma verdadeira praga. E não se sabe por que raios eles ainda não entraram em extinção.
Mas agora… façamos o papel de advogado do diabo. Será que não estamos negligenciando demais esse meio de comunicação tão aparentemente desprovido de importância? Por que, ao invés de desprezá-lo, negá-lo, reprimi-lo, não o abraçamos e o transformamos em algo novo?
No fundo, tudo o que o manual de instruções precisa é passar por um extreme makeover. Um Sonho de Princesa do Netinho. Um Queer Eye. E sabe qual é a melhor maneira de ressignificar esse folhetinho tão antiquado? Transformando-o em um Manual Animado.
Manual Ani… what??
Já percebeu que, mesmo acumulando e esquecendo manuais por todos os cantos possíveis, continuamos sendo seres curiosos por natureza?
A chatice da leitura de um manual – que parece ter como única função desperdiçar um precioso tempo de vida do leitor – é facilmente substituível por um vídeo explicativo, por exemplo.
Isso mesmo. Enquanto os pobres redatores de manuais de instruções – que poderiam ser classificados como uma espécie de ghost writers [?] – passam horas, dias e até semanas (!!!) escrevendo um conteúdo que será lido apenas por ghost readers (hehe), os consumidores modernos simplesmente pulam a ladainha e vão direto para o Youtube procurar “como-usar-o-ISO-na-minha-câmera-nova”.
E tá errado? É CLARO QUE NÃO.
Se o manual escrito é o queijo, o Youtube é a faca + o queijo.
Muita gente, inclusive, percebeu nessa alta demanda por conteúdo explicativo de produtos uma oportunidade perfeita para bombar nos views. Algumas marcas até incorporaram conceitos como a resenha de produto, o tutorial explicativo ou até mesmo o “Do it Yourself” (DIY, ou “Faça Você Mesmo”) em suas estratégias de marketing de conteúdo. E acredite: elas estão engajando muita gente por aí, e tudo isso sem gastar papel com manual!
Mas o potinho de ouro no fim do arco-íris que poucas marcas descobriram até agora é o Manual Animado. E você pode ser uma das primeiras pessoas a embarcar nessa aventura!
Não que isso seja uma ultra-mega-blaster novidade do mundo. Inclusive, para ilustrar o que seria um Manual Animado, talvez o ideal fosse revisitar aqueles desenhos do Pateta da década de 40, nos quais um narrador onisciente acompanhava o personagem em jornadas de conhecimento sobre assuntos triviais.
Puxe o fiozinho de seda dos confins da sua memória de infância e você provavelmente vai se lembrar de títulos como “Pateta em: Como Jogar Futebol”; “Pateta em: Como Nadar”; “Pateta em: Como dançar Flamenco” e por aí vai.
Neste caso, o conceito utilizado era o de transmitir ensinamentos sobre ações que poderiam ser aplicadas no dia a dia das pessoas, mas ao invés de fazer isso através de livros ou manuais, essas lições eram ilustradas e exemplificadas através de uma animação amigável, didática e divertida.
Pois é. 80 anos atrás a Disney já sambava na cara nos manuais de instruções.
Mas como aplicar um Manual Animado nos dias de hoje?
Ok. Talvez o Pateta tenha sido um exemplo um pouco longe demais, mas ele representa bem o ponto onde queremos chegar. O fato é que ninguém mais está disposto (e será que um dia já esteve?) a ler como o seu produto ou serviço funciona através de uma cartilha de papel carregada de conteúdo técnico e soporífero. Mas talvez muitas pessoas estejam dispostas a ver esse conteúdo traduzido em design em movimento.
Assim, tente transformar as especificações técnicas daquilo que você faz em imagens dinâmicas, coloridas, de fácil compreensão, e que realmente ensinem algo para quem assiste.
Enquanto um manual de instruções gasta papel, frustra redatores de peças que ninguém lê, preenche gavetas inteiras e aparece como um item enfadonho que acompanha o produto, um Manual Animado ensina e entretém. E o mais importante: se destaca do resto!
Enfim, se quiser saber um pouco mais sobre o mundo pouco explorado do Manual Animado, fale com a gente! Nós estamos super empolgados com a simples possibilidade de dar vida e movimento a algo que antes era visto como algo impreterivelmente chato.

