Hoje, falar de Motion Design não é uma novidade. O mercado utiliza-se de criações em movimento para as mais variadas comunicações. Assim, é possível aplicar o Motion Design em vídeos marketing ou vídeos digitais. Mas também em comunicados internos, elemídia, mídia out of home, e muitas outras. Afinal, tudo está sendo substituído pelas telas. Então, por que não incluir o movimento na publicidade? Mas nem sempre foi tão simples assim.
Vamos voltar ao século XVII na Europa. Essa era uma época de efervescência de invenções e muitas delas começaram a ficar acessíveis para as classes médias, como a recém formada burguesia. Inventos como a luneta circulavam nas mãos da população mais abastada. O que contribuía ainda mais para disseminar o interesse pelo conhecimento e inovação.
Desse modo, em 1645, surgiu em Roma um novo invento, que pode ser considerado um instrumento do começo do Motion Design. Ele foi criado por um jesuíta chamado Athanasius Kircher. E publicou um artigo onde descrevia sua invenção: a lanterna mágica.
Surgia então a primeira máquina de Motion Design
Tratava-se de uma caixa com uma fonte de luz e um espelho curvo no seu interior. Um equipamento que hoje consideramos bastante simples, mas que possibilitava a projeção de slides pintados em lâminas de vidro que corriam na frente dessa saída de luz, projetando na parede essas imagens. Exatamente como os projetores fazem isso. Mas com a ajuda do movimento, já que Kircher pensou em fazer uma lâmina de vidro comprida e com vários slides em sequência.
A primeira demonstração desse equipamento foi um enorme espanto. As pessoas não estava ainda preparadas para esse tipo de evolução e acusaram Kircher de bruxaria. Afinal, o Motion Design, como ele demonstrou, era distante demais do conhecimento geral da época. Mas, ao mesmo tempo da questão de bruxaria, muitos cientistas se interessaram pelo invento, levando-os a buscar explora-lo como entretenimento. Surgia aí o Motion Design.
Para se ver livre de qualquer condenação de bruxaria, que o levaria à fogueira, Kircher se viu impelido de explicar como funcionava sua ideia em um artigo divulgado. Nele, o autor da lanterna mágica explicava a ideia da sequência de imagens funcionando como o propulsor da animação. Com isso, percebendo o poder de atenção e de comunicação que o Motion Design tinha, Kircher voltou às suas origens e começou a aplicar seu invento para a catequização de infiéis, viajando com ele para espalhar a palavra da bíblia.
Veja como o poder do Motion Design vem sendo explorado desde muito tempo. Não é novidade que a animação tem muito poder de comunicação. Nós da Monkey Motion somos especialistas nela e aplicamos em diversas mídias para nossos clientes. Perceba que, se a lanterna mágica de Kircher tinha o poder de catequizar novos povos, o que ela pode fazer pela sua mensagem com toda evolução que o Motion Design sofreu até hoje?

